SILENCIOSAS EXPLOSÕES

 

O corpo guarda um templo - lá onde vibra o que se é.
Esse espaço guarda um som: ensurdecedor; grito ininterrupto; movimento de cordas internas; sopro divino.
Quem ousa entrar nesse sagrado espaço explode por dentro: se abala; sonha; age; move.
E há quem leve essa explosão para fora: Dança!
 
Aqui, retratos de quem no mover revela o seu devir.
Não há pontos finais, apenas aquele inefável momento entre a inspiração e a expiração onde o movimento é inevitável espera.
Se o click guarda um repouso, as silhuetas explodem entre a penumbra e a luz, revelando a alma que insiste em se libertar.
Cada retrato, a expressão de quem contemplou o que explode dentro de si e resolveu dançar!